terça-feira, 3 de novembro de 2015

Animais luminosos

Alimais Luminosos

De vaga-lumes a bactérias, uma grande variedade de espécies desenvolveu a                                                                   capacidade de reproduzir luz própria a partir de processos químicos.                                                                                       Os motivos para esse comportamento vão desde a defesa
 contra predadores até a necessidade de atrair pares para acasalamento.

peixinho luminoso
Muitos mistérios ainda envolvem as funções da 
bioluminescência e as consequências relacionadas a
 ela.

Trata-se de uma função exercida pela enzima luciferas                                                               e, que, ao oxidar a proteína luciferina, emite fótons de 
luz.


Na fotossíntese, os fótons são absorvidos e sua
 energia é estocada na forma de ligações químicas
 de compostos orgânicos, enquanto na bioluminescência as ligações desses 
compostos são quebradas (por oxidações semelhantes às que ocorrem na 
combustão), com emissão de fótons.
Nos animais marinhos, por conta do ambiente em que vivem, a cor mais
 frequente na bioluminescência é o azul, seguida pelo verde, violeta, amarelo
 e laranja. Mas eles também emitem outros espectros de cor, muitas vezes
 imperceptíveis ao olho humano.


A defesa contra os predadores é a função mais comum desse 
comportamento. Alguns animais como crustáceos, medusas, 
lulas e peixeschegam a produzir partículas ou nuvens luminosas que servem 
para despistar ou cegar o predador.
Outros animais ainda usam essa tática como camuflagem.
A bioluminescência serve também para conseguir alimento ou para achar 
um par – por meio da irradiação de raios de forma sincronizada entre macho e
 fêmea.
peixe luminoso


A atração fatal

Caçar uma refeição consume muita energia, logo não é de admirar que alguns
 predadores desenvolvam abordagens mais sutis, seduzindo as presas ao seu
 alcance.
O peixe-pescador com corpo coberto de bulbos, é encontrado em muitos
 oceanos; ele camufla-se bem com filamentos de pele que se parecem com
 ervas.
Na nadadeira dorsal, um dos raios das barbatanas é separado, formando uma
 longa haste com tiras coloridas.
Quando o peixe-pescador balança essa barbatana em forma de bandeira, os
 peixes menores são atraídos por ela.
Quando um deles está prestes a abocanhá-la, o peixe-pescador puxa sua vara
de pescar e suga o peixe com sua enorme boca.
A bioluminescência já gerou tanta discussão que rendeu o Prêmio Nobel de Química, em 2008, a pesquisadores que estudaram as proteínas fluorescentes.
A honraria foi concedida após as experiências dos cientistas ajudarem no
 desenvolvimento de células nervosas que combatem o alastramento de
 tumores e a progressão do mal de Alzheimer no cérebro.
Assim como as proteínas, diversas bactérias bioluminescentes podem
 contribuir para a melhor observação de fenômenos microscópicos.

animal com luminosidade própria
medusa das profundezas

COMO OCORRE A BIOLUMINESCÊNCIA



COMO OCORRE A BIOLUMINESCÊNCIA



Processo bioquímico utilizado por muitos animais e algas marinhas, resultando na produção de luz. O processo é feito através da oxidação de uma proteína chamada Luciferina por uma enzima chamada Luciferase.
A bioluminescência é produzida por componentes do fitoplâncton, principalmente dinoflagelados como aNoctiluca. Esta alga é a responsável pelos pontos de luz azul-esverdeada produzidos na areia das praias e na água, visíveis durante a noite. Muitos invertebrados também produzem luz, principalmente os crustáceos, como os camarões, vermes, equinodermas e lulas. Os peixes são os únicos vertebrados capazes de produzir luz.
A bioluminescência se dá principalmente em órgãos especiais denominadosfotóforos, os quais estão presentes em locais específicos do corpo e em quantidades variáveis, dependendo da espécie em questão. Estes órgãos luminosos são formados por um tecido fotogênico, no qual a reação bioquímica se processa, ligado a terminações nervosas que transmitem o comando para a produção de luz.
Em outros casos de bioluminescência, não são os fotóforos que produzem luz, mas bactérias luminescentes aprisionadas em pontos específicos do corpo de algumas espécies de peixes. Como neste caso não há o controle nervoso deste processo, comumente existem membranas que podem cobrir e descobrir o sítio luminoso de acordo com a necessidade do peixe.
Vaga-lume adulto lampejando
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies luminescentes no mundo, entre elas vaga-lumes que produzem os mais belos espetáculos da natureza, como as chamadas larvas ‘trenzinho’, que emitem luz em duas cores. Com a devastação das florestas, no entanto, essa esplêndida riqueza está se perdendo.
A função ecológica da bioluminescência é ainda pouco compreendida, mas já se sabe que em muitos casos está associada a:

- iluminação do campo de visão
- atração de presas através de iscas luminosas
- reconhecimento de diferentes espécies
- reconhecimento de parceiros sexuais
- adaptações contra predação
A bioluminescência é um processo característico em peixes das regiões profundas dos oceanos, onde há a rarefação ou mesmo a ausência total de luz natural.
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FONTE:
https://www.algosobre.com.br/biologia/bioluminescencia.html

terça-feira, 8 de setembro de 2015

BIOLUMINESCÊNCIA

BIOLUMINESCÊNTES SÃO ALGUNS SERES VIVOS QUE EMITEM LUZ PARA AUTO DEFESA E COMUNICAÇÃO BIOLÓGICA:

Dá-se o nome de bioluminescência  ao fenômeno de emissão de luz por organismos vivos. O fenômeno ocorre em parte dos seres vivos, com exceção dos vertebrados de vida terrestre (anfíbios, aves, répteis e mamíferos) e plantas superiores.
Na bioluminescência há uma transdução quimiofísica, ou seja, uma transformação de energia química em energia luminosa. O estudo bioquímico desse fenômeno revelou que é extremamente variável, dependendo em geral da ação de uma enzima, a luciferase, sobre um substrato, a luciferina. Ambas reagem entre si, com a oxidação de um substrato pelo oxigênio, liberando luz. Este sistema foi bem estudado no crustáceo Cypridina e, tanto a luciferina como lucirerase, já foram isoladas e caracterizadas nesta espécie. Vários peixes têm um sistema parecido com a luciferina-luciferase dos crustáceos. Um caso análogo ocorre nos protozoários Noctiluca e Gonyaulax, responsáveis pela luminescência da água do mar quando esta é perturbada pela passagem de um peixe ou por agitação das ondas.
Nos insetos, como no caso do vagalume, além de luciferina e luciferase é necessária a presença de ATP, consumido durante a emissão de luz. É uma reação altamente específica para ATP, não ocorrendo com outros compostos fosforilados.
Além dos dois sistemas mencionados existem outros que independem da presença de luciferina ou de luciferase, é o que ocorre nas bactérias e fungos que emitem luz. Outro tipo de sistema foi encontrado nos celenterados, onde a bioluminescência não depende da presença de oxigênio, o fenômeno ocorre de íons cálcio com proteínas específicas.
Uma característica interessante é o fato de não se observar uma relação genética na bioluminescência, pois há espécies muito próximas em que se verifica a presença e a ausência desse fenômeno. Trata-se de um processo geralmente contínuo nos seres menos evoluídos (como bactérias e fungos), ao passo que, em animais mais evoluídos (como insetos) ocorre com intermitência, sob a forma de curtas emissões de luz, de duração menor que um segundo. Todas as cores do espectro podem ser emitidas, mas o azul e o verde são as mais frequentes.
A função biológica da bioluminescência é variável e ainda incompletamente conhecida. Em muitos casos é importante na sinalização entre animais de sexo diferente, a exemplo do vagalume, em que as fêmeas escolhem seus parceiros sexuais através de uma sequência de luz intermitente e emite o mesmo sequencial quando detecta o macho “ideal”. Em outras espécies, tem a função de atrair ou confundir a presa. No caso do peixe Photoblepharon a bioluminescência auxilia a visão, nessa espécie, órgãos situados logo abaixo dos olhos contêm bactérias simbióticas que produzem luz contínua.Estudos acerca da bioluminescência ainda estão sendo feitos, suas origens, funções, e mesmo, o processo evolutivo desse mecanismo de modo a se tornar uma fonte de energia útil aos seres humanos.